17
Nov 08

Um homem, uma mulher e duas televisõs

Com a popularização do aparelho chamado televisão há já alguns anos, numa casa existem pelo menos duas televisões. Por exemplo, no quarto e na sala.

 

Pois, se só há uma tv, há que chegar ao um acordo entre o casal para o que vão ver. Se há duas, cada um vai para o seu lado, se os programas não são de agrado de ambos. Com isto, o homem e a mulher - que podiam apreciar um tempo de lazer juntos - estão na mesma casa, mas é como se estivessem sós.

 

É uma constatação. Não cheguei só agora a esta conclusão, mas há uma semana atrás senti muito isso na pele.

 

O meu marido estava a ver televisão no domingo de manhã, tranquilamente, na sala, para não me acordar. Fui tomar o pequeno-almoço e juntei-me a ele no sofá. Entre o zapping que estávamos a fazer, acabamos por ficar na RTP, onde estava a dar um documentário sobre a ajuda que determinados animais dão às pessoas que têm deficiência tanto física como mental. Como ambos gostamos deste tema, mantivemo-nos ali a ver.

 

Mas nunca pensei - nunca mesmo - que ele desse preferência ao wrestling que costuma dar na sic radical - a este documentário e à minha presença ao seu lado. Acabei por ir para o quarto muito aborrecida por essa troca...

 

 

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publicado por dina às 22:16 | comentar | favorito
10
Abr 08

“Gostava de ter um ‘talk show’ gay”

A apresentadora do programa "Curto circuito" na SIC Radical que admitiu há pouco tempo as suas preferências sexuais, é lésbica, afirma querer ter um talk shou gay~.

 

Excerto da notícia do Correio da Manhã:

 

(...)

E de apresentar um programa só seu?

Já tive várias ideias de programas mas a verdade é que sou preguiçosa de mais para apresentar um projecto. Gostava de ter um programa à semelhança dos que são transmitidos no Pink TV, o canal francês dedicado à comunidade homossexual. A ideia era ter um espaço assumidamente gay mas não exclusivamente gay. Um talk show, com entrevistas, discussão de temas e divulgações de eventos, até porque os gay gostam de determinados tipos de roupa, marcas, música e literatura. Também me lembrei de fazer um programa do género do ‘Curto Circuito’ mas onde se falasse de sexo para um público mais novo. A maioria das pessoas julga que existe muita informação nesta matéria e os jovens estão muito esclarecidos mas isso não é verdade.

Ou seja, dois temas tabu. Acredita que o facto de ter assumido em público a sua homossexualidade vai ajudar a mudar as mentalidades dos portugueses?

Nunca pensei nisso até agora. Tenho recebido um ‘feedback’ muito positivo e sei, pelas mensagens que recebo, que a minha revelação ajudou muitas pessoas de maneiras diferentes. Se calhar temos de começar com estes pequenos passos. Na minha opinião, os pais deviam falar mais sobre este tema com uma certa normalidade, de forma a perceberem que ser gay não é uma opção mas uma orientação. Daí que este tipo de programas sejam importantes. Talvez o Nuno Santos se lembre de criar um espaço inovador na SIC Radical.

(...) 

publicado por dina às 18:07 | comentar | favorito