Declínio da liberdade de imprensa em Portugal - onde está novidade?

Vi agora mesmo uma notícia da Lusa sobre a liberdade de imprensa em Portugal. Agora a questão que se segue é qual é a novidade, quando estamos sujeitos a todo o tipo de pressões, especialmente políticas e económicas???

 

Notícia:

Em 2007, o ambiente para os jornalistas agravou-se no mundo inteiro, revelaram hoje investigadores da organização Freedom House , segundo os quais a melhor situação é a da Europa Ocidental, apesar de declínios em Portugal, Malta e Turquia.

No que diz respeito a Portugal, o relatório critica a entrada em vigor do novo Estatuto do Jornalista, que dá aos empregadores o direito de reutilização de um trabalho nos 30 dias seguintes à publicação inicial, sem proceder a pagamentos-extra .

De acordo com a mesma entidade, "registaram-se diversos esmagamentos da liberdade de imprensa nos últimos anos", sendo de assinalar a delicada situação do Iraque.

"Uma das razões apresentadas para a invasão do Iraque foi a instauração da democracia mas a democracia que se estabeleceu é altamente problemática", sublinhou a associação.

Apesar de tudo, este não é um dos piores países para o exercício do jornalismo.

A tabela é liderada pela Coreia do Norte, seguida de Mianmar (antiga Birmânia), contando-se também entre os mais mal cotados Cuba, Líbia, Turquemenistão, Uzbequistão, Bielorússsia , Zimbabué e Guiné Equatorial.

Desde que os órgãos de comunicação passaram a desempenhar um papel-chave na cobertura de golpes políticos e de eleições controversas em países como Paquistão, Bangladesh ou Geórgia, os jornalistas tornaram-se alvos prioritários das opressões dos governos.

O documento refere ainda o agravamento das leis sobre difamação e calúnia, sobretudo em países africanos, enquanto no que respeita à violência para com jornalistas são apontados o México, a Rússia e as Filipinas.

"Por cada passo em frente na liberdade de imprensa em 2007 foram dados dois passos atrás", considera Jennifer Windsor , directora-executiva da Freedom House , num texto que acompanha o relatório.

Para a responsável, "o retrocesso na liberdade de imprensa é indicador de que se vão seguir restrições a outras liberdades".

Dos 195 países e territórios analisados, 72 são considerados livres, 59 parcialmente livres e 64 não livres.

 

publicado por dina às 23:42 | favorito