Espaço de liberdade censurado

27 países é o número de países que estão sujeitos às normas impostas pelos seus governos no que diz respeito a censura da Internet.
É um número bem considerável para um espaço que deveria ser pautado pela liberdade.
 
Os conteúdos controlados são a nível político, social e de segurança social, segundo um estudo recente da Open Net , uma organização formada pelas universidades de Oxford, Cambridge, Harvard e Toronto.

excerto da notícia do Diário de Notícias:

 
"O Open Net estudou os filtros que os governos aplicam naquelas três matérias nas ferramentas da Internet e chegou à conclusão que o fenómeno tem aumentado e que o Irão e a China são os países mais restritivos, segundo o diário espanhol El País.

Na China, por exemplo, se alguém procurar na Net a palavra Tibete, nada encontrará sobre esta região. E o mesmo acontece se quiser saber qualquer informação sobre a matança de Tiananmen , onde morreram dezenas de estudantes em 1989. Foi também o Governo chinês que vedou o acesso dos cidadãos à Wikipédia . Os investigadores adicionam ainda Cuba e Coreia do Norte, mas sobre estes dois países dizem não ter dados concretos por falta "de fontes fidedignas que permitam quantificar a censura".

O Paquistão, que proibiu o acesso ao Google , é considerado também um caso preocupante. A par da Arábia Saudita, da Birmânia, da Síria, da Tunísia, do Vietname e do Iémen. Tunísia, Síria e Vietname fazem sobretudo censura em matéria política.

A Coreia do Sul, embora exerça uma censura considerada mais moderada, faz parte da lista dos casos mais graves.

No que respeita às questões sociais, os governos dos países muçulmanos são os que mais fazem censura à Web . É o caso da Arábia Saudita. E os que mostram maior preo- cupação em filtrar informação que, pensam, pode colocar em causa a sua segurança nacional são o Paquistão, a China e a Coreia do Sul. E para filtrar conteúdos, os executivos contam com a ajuda dos próprios servidores de Internet.

O Google , por exemplo, já veio afirmar que não pode ir contra as leis dos países e que "é melhor dar alguma informação que não dar nada".
 
 
 
 
 
Não sei será exactamente assim. O dar alguma informação, ou seja, a informação que os países deixam passar, já passa filtrada. Isto quer dizer que os dados são analisados pelos governos antes de chegar ao povinho!
publicado por dina às 14:28 | comentar | favorito