19
Jun 07

Novelas e novelinhos - 'Vila Faia', a primeira novela portuguesa

A primeira novela portuguesa a ser exibida estreou-se na RTP em Maio de 1982, com a direcção de Nicolau Breyner , guião de Francisco Nicholson  e do jornalista João Alves da Costa e chamava-se Vila Faia. Muitos deverão recordar-se dela... Fazia cinco anos que as novelas brasileiras tinham invandido o canal estatal, com "Gabriela - Cravo e Canela" e agora este mesmo apresentava uma alternativa. 

O tema principal da novela girava à volta de uma família da "classe alta", dona de uma empresa vinícola (Vila Faia é a marca dos vinhos), mas tenta incluir retratos da nossa sociedade, englobando personagens de vários estratos sociais, referindo problemas como a juventude, as relações entre as gerações e a solidão.

Em 1982 este projecto mostrou-se arrojado, arriscado e muito comparado com as novelas brasileiras.

Foi um grupo de pessoas ligadas ao teatro que avançou com esta produção. Na altura, contou-se com a presença dos já veteranos Ruy de Carvalho, Mariana Rey Monteiro, Rosa Lobato de Faria e os novatos Tozé Martinho (acabado de participar no programa "A visita da Cornélia") e Nuno Homem de Sá (18 anos, fazia de "Pedro", "filho de Ruy de Carvalho e Rosa Lobato Faria), por exemplo.

25 anos depois coloca-se a hipótese de reescrever o guião de Vila Faia, desta feita pelo brasileiro Rui Vilhena, que escreveu novelas (sucessos...) para a TVI, como Ninguém como tu (2005) e Tempo de viver (2006).

Vilhena vai adaptar o guião para os dias de hoje, num remake que a RTP já tinha anunciado no final de 2006. Sobre as diferenças entre o original e a versão que poderá estar no ar em 2008, o autor diz ser ainda prematuro abordar o assunto.
Francisco Nicholson , autor da versão original da novela, já afirmou ter sido contactado pelo canal estatal, talvez para fazer um acompanhamento do guião, mas ainda não há nada em concreto.
 

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19
Jun 07

Quem quer entrevistar os canditatos à CML

Na lista de candidatos à Câmara Municipal de Lisboa constam doze pessoas: António Costa (PS), Fernando Negrão (PSD), Ruben de Carvalho (CDU), Telmo Correia (CDS/PP), José Sá Fernandes (BE), Carmona Rodrigues (Ind), Helena Roseta (Ind), Manuel Monteiro (PND), Gonçalo da Câmara Pereira (PPM), Quartim Graça (Partido da Terra), José Pinto Coelho (PNR) e Garcia Pereira (MRPP).

Com este número, tanto as rádios como as televisões, vêem-se a braços com o problema de reunir doze pessoas para um debate. Sendo assim, tomaram posições diferentes.
A SIC Notícias vai englobar, hoje à noite, na sua grelha um debate com sete dos 12 candidatos. Segundo fonte do canal por cabo, a selecção foi feita com base em critérios jornalísticos, depois de cruzadas as sondagens sobre as intenções de voto no dia 15 de Julho. "Juntar 12 candidatos em estúdio era inviável do ponto de vista televisivo", sublinhou a mesma fonte. A sorte calhou aos primeiros sete candidatos que mencionei no início.
A TSF, através do seu director, afirma que um debate com estes 12 candidatos seria algo incompreensível. "Não seria um debate, mas um atropelo entre pessoas." Assim, a rádio optou por fazer duas entrevistas por dia, de 40 minutos, a todos os candidatos, nas próximas semanas. 
O caso da RTP1 é diferente, pois será a única a aventurar-se num debate a 12, que será transmitido no dia 9 Julho e moderado pela experiente Fátima Campos Ferreira. O canal estatal vai ainda fazer entrevistas individuais de 10 minutos, no Telejornal, a todo os cabeças-de lista à presidência da Câmara de Lisboa.
Este mesmo modelo vai ser seguido pela Antena1 a 6 de Julho, que também vai entrevistar todos os dias um candidato à hora de almoço.
Antes de se confrontar com a enorme lista de candidatos aos paços do concelho, a TVI endereçou convite a António Costa e Fernando Negrão para um frente-a-frente, porém acabou decidido que não será feito qualquer debate entre os candidatos. Mantém-se apenas a cobertura normal de pré e de campanha eleitoral.

A Rádio Renascença assume que vai seguir os moldes da SIC Notícias. Durante esta semana serão feitas as sete entrevistas. Raquel Abecassis, da direcção da estação católica, sublinha que "a opção da Renascença de fazer as entrevistas fora da campanha eleitoral é para não estarmos obrigados a respeitar a equidade entre todos os candidatos, alguns sem qualquer peso eleitoral".

O Rádio Clube Português, por seu turno, dedica 50 minutos da sua emissão a entrevistar apenas os tais sete candidatos.

Agora a questão que se coloca é que no quadro legal, os meios de comunicação social são obrigados a dar um tratamento igual a todos os candidatos durante a campanha eleitoral e se não o cumprirem arriscam-se a ser multados pela Comissão Nacional de Eleições.

publicado por dina às 13:03 | comentar | favorito